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Reprovado no Enem


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza, em 1998, como parte de um esforço para melhorar a qualidade das escolas desse ciclo educacional. Para isso precisava de um instrumento de avaliação do aproveitamento dos alunos ao fim do terceiro ano para subsidiar reformas no sistema. Iniciativas desse tipo também foram adotadas para o ensino fundamental e o universitário. Nada mais adequado que conhecer melhor o seu produto para adotar as terapias adequadas. O principal benefício para o estudante era avaliar o próprio conhecimento.
O Enem é uma prova voluntária e de caráter nacional. As questões são as mesmas em todo o Brasil. Sua expansão foi rápida: até 2002, cerca de 3,5 milhões de alunos já tinham sido avaliados. Note-se que Paulo Renato chegou a incentivar as universidades a levarem em conta o resultado do Enem em seus respectivos processos seletivos. Em 2002, 340 instituições já faziam isso.
Ainda que o PT e seus sindicatos tivessem combatido o Enem, o governo Lula manteve-o sem nenhuma modificação até 2008, quando o Ministério da Educação (MEC) anunciou, pomposamente, que ele seria usado como exame de seleção para as universidades federais, o que "acabaria com a angústia" de milhões de estudantes ao pôr fim aos vestibulares tradicionais. A partir dessa data, dados os erros metodológicos, a inépcia da gestão e o estilo publicitário (e só!) de governar, armou-se uma grande confusão: enganos, desperdício de recursos, injustiças e, finalmente, a desmoralização de um exame nacional.
O Enem, criado para avaliar o desempenho dos alunos e instruir a intervenção dos governos em favor da qualidade, transformou-se em porta de acesso - ou peneira - para selecionar estudantes universitários. Uma estupenda contradição! Lançaram-se numa empreitada para "extinguir os vestibulares" e acabaram criando o maior vestibular da Terra, dificílimo de administrar. A angústia de milhões de candidatos, ao contrário do que anunciou o então ministro Fernando Haddad, cresceu, em vez de diminuir. E por quê? Porque a um engano grave se juntou à inépcia.
Vamos ao engano. Em 2009 o Enem passou a usar a chamada Teoria da Resposta ao Item (TRI) para definir a pontuação dos alunos, tornados "vestibulandos". Mas se recorreu à boa ciência para fazer política pública ruim. A TRI mede a proficiência dos alunos e é empregada no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Sabe) desde 1995, prova que não seleciona candidatos - pretende mostrar o nível em que se encontra a educação, comparar as escolas e acompanhar sua evolução, para orientar as políticas educacionais.
Como o Enem virou prova classificatória, o uso da TRI, que não confere pontos aos alunos segundo o número de acertos (Teoria Clássica dos Testes), renovou a "angústia". O "candidato" não tem ideia de que pontuação lhe vão atribuir porque desconhece os critérios do examinador. Uma coisa é empregar a TRI para avaliar o nível dos jovens; outra, diferente, é fazer dela um mistério que decide seu destino. Na verdade, o "novo" Enem passou a usar a TRI para, simultaneamente, selecionar alunos, avaliar o desempenho das escolas, criar rankings, certificar jovens e adultos que não completaram o ensino médio e orientar o currículo desse ciclo. Não há exame no mundo com tantas finalidade discrepantes.
A Teoria Clássica dos Testes não distingue o acerto derivado do "chute" do decorrente da sabedoria. A TRI pode ser mais apropriada como forma de avaliar o nível da educação, mas como critério de seleção vira um enigma para os candidatos. Os vestibulares "tradicionais", como a Fuvest, costumam fazer sua seleção em duas etapas: uma primeira rodada com testes e uma segunda com respostas dissertativas - que não comportam o chute.
O Enem-vestibular do PT concentrou, ainda, na prova de redação a demonstração da capacidade argumentativa do aluno. Além de as propostas virarem, muitas vezes, uma peneira ideológica, assistimos a um espetáculo de falta de método, incompetência e arbítrio. O País inteiro soube de um aluno, em São Paulo, que recorreu à Justiça e sua nota, de "anulada", passou para 880 pontos - o máximo é mil. Outro, ao receber uma explicação de seus pontos, constatou um erro de soma que lhe roubava 20 pontos. Outros 127 estudantes conseguiram ter suas notas corrigidas. Atentem para a barbeiragem técnica: nos testes, recorre-se à TRI para que o "chute" não tenha o mesmo peso do acerto consciente, mas o candidato fica à mercê de uma correção marcada pelo subjetivismo e pelo arbítrio.
É conhecida também a sucessão de outros problemas e trapalhadas: quebra do sigilo em 2009, provas defeituosas em 2010 e nova quebra de sigilo em 2011. Além disso, os estudantes que, via Justiça, cobram os critérios de correção das redações costumam receber mensagens com erros grotescos de português. Todos nós podemos escorregar aqui e ali no emprego da norma culta. Quando, porém, um candidato questiona a sua nota de redação e recebe do próprio examinador um texto cheio de erros, algo de muito errado está em curso.
Se o MEC queria acabar com os vestibulares, não poderia ter criado "o" vestibular. Se o Enem deve ser também uma prova de acesso à universidade, não pode ser realizado apenas uma vez por ano - prometem-se duas jornadas só a partir de 2013. A verdade é que o governo não criou as condições técnicas necessárias para que a prova tivesse esse caráter. A quebra de sigilo em 2011 se deu porque questões usadas como pré-testes foram parar na prova oficial. O banco de questões do Enem não suporta a demanda. O PT esqueceu-se de cuidar desse particular no afã de "mostrar serviço" - um péssimo serviço!
O ex-ministro Haddad, antes de deixar o cargo, fingiu confundir a crítica que fizeram a seu desempenho com críticas ao próprio Enem, o que é falso. Talvez seu papel fosse mesmo investir na confusão para tentar apagar as pegadas que deixou. O nosso papel é investir no esclarecimento.
José Serra, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo - O Estado de S.Paulo

Alunos: Já está diponível a certificação pelo Enem 2011. Acesse!

Os alunos que não concluíram o Ensino Médio em idade apropriada, inclusive às pessoas privadas de liberdade e que estão fora do sistema regular, já podem solicitar o certificado de conclusão do Ensino Médio pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011. 

A certificação é realizada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) em parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e oferecida para aqueles que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos na idade apropriada.

Haddad pressiona e governo decide recorrer do cancelamento de questões

Decisão técnica da AGU havia desaconselhado o recurso, mas ministro e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo opta pela batalha judicial;

Rui Nogueira, Mariângela Gallucci e Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - O governo recorrerá da decisão da Justiça Federal, no Ceará, que determinou a anulação de 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A opção pelo recurso – que pode virar uma batalha de tribunais – foi tomada por pressão do ministro da Educação, Fernando Haddad, contra a decisão técnica da Advocacia-Geral da União (AGU). O recurso deverá ser protocolado amanhã (quinta) no Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, sediado no Recife.

Na manhã de terça-feira, a decisão era por não apresentar recursos, para evitar um confronto com o Ministério Público e a intensificação de ações no Judiciário em torno do Enem. No ano passado, a batalha judicial por conta de erros, como a troca de cabeçalho no cartão-resposta e falhas na encadernação, chegou a suspender o exame.

Neste ano, segundo investigação da Polícia Federal (PF), as 13 questões anuladas pela Justiça cearense vazaram para alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, em outubro do ano passado, após a aplicação do pré-teste.

Além de evitar uma eventual guerra judicial, o governo teme um desfecho que, depois de três edições do Enem com falhas, arranhe a imagem pública do ministro Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo.

O ministro ficou irritado ao ler essa avaliação estampada no Estadão.com.br. Em conversa com assessores da Presidência, Haddad disse que era inadmissível “a ilação do quinto parágrafo da matéria do Estadão" – ele se referia ao parágrafo publicado no portal do Estado, que falava de eventuais problemas com a candidatura à Prefeitura.

(Diz esse quinto parágrafo: "O Planalto orientou o MEC, que é responsável pelo Enem, a não entrar em uma guerra judicial que prejudicaria o governo e arranharia a imagem pública do ministro Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo no ano que vem. No ano passado, a batalha judicial por conta de equívocos como a troca de cabeçalho no cartão resposta e falhas na encadernação chegou a suspender o exame".)

A intenção do governo, ao aceitar a decisão da Justiça Federal, era validar 167 das 180 questões da última edição do Enem. Na avaliação de técnicos do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mesmo sem 13 das 180 questões do exame, “o teste de avaliação não perde qualidade de seleção”.

No início da tarde, após pressões políticas, a AGU anunciou que encaminhará um recurso para tentar derrubar a decisão que anulou questões do Enem. “Com o recurso, a AGU quer evitar que os mais de 4 milhões de estudantes que fizeram a prova e aguardam os resultados – até para participarem de processos seletivos que utilizam a nota do Enem – sejam prejudicados”, justificou o órgão encarregado da defesado governo.

Com presidiários. O governo deverá sustentar que o exame deve ser cancelado apenas para os alunos do Colégio Christus. De acordo com o MEC, se a prova for cancelada apenas para os alunos do Christus, eles poderão fazer novamente o exame juntamente com presidiários, já no final deste mês.

O MEC disse que, no exame plicado aos presos, existe uma cota extra de provas destinada a atender imprevistos. Essa cota foi usada, por exemplo, no passado, quando alunos do Espírito Santo não puderam fazer o Enem por causa do excesso de chuvas na região. O MEC informou que os responsáveis pelo vazamento da prova poderão, no futuro, ser acionados para arcar com eventuais prejuízos.

Escola. O Christus afirmou, em nota, que respeitará todas as decisões judiciais e continuará promovendo a defesa dos direitos de seus alunos em todas as esferas competentes.

Na nota, o colégio de Fortaleza afirma que está colaborando integralmente com as investigações da Polícia Federal e sustenta que sempre agiu estritamente conforme os “princípios éticos e de licitude”.

Anteontem, a presidente do Inep, Malvina Tuttman, afirmou em Fortaleza que o problema não era de vazamento, mas de ética. “É preciso discutir como estamos trabalhando valores éticos nas nossas escolas”, afirmou. “Não houve vazamento. Alguém pegou dois cadernos de prova, guardou durante um ano e utilizou esse material numa apostila da escola. Portanto, não houve vazamento”, frisou.

AGU vai recorrer até quinta-feira da decisão que anulou questões do Enem

Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer até quinta-feira (3) da decisão da Justiça Federal no Ceará que anulou 13 questões das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro. O pedido para que os itens fossem cancelados foi feito pelo Ministério Público Federal naquele estado após a constatação de que alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso antecipado a cerca de 14 questões que foram cobradas no exame.

Os itens estavam em apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do Enem e vazaram da fase de pré-testes do exame, da qual a escola participou em outubro de 2010. O pré-teste é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC), para avaliar se as questões em análise são válidas e qual é o grau de dificuldade de cada uma.

Os cadernos de questões do pré-teste deveriam ter sido devolvidos após a aplicação e incinerados pelo Inep. O MEC confirmou que 13 questões que estavam na apostila distribuída pelo colégio cearense foram copiadas de dois dos 32 cadernos de pré-teste do Enem aplicado no ano passado a 91 alunos da escola.

Em nota divulgada hoje (1º), o MEC e o Inep reforçaram a intenção de recorrer da decisão da Justiça Federal divulgada na noite de ontem (31). Os órgãos avaliaram que a sentença foi “desproporcional”, mas que preserva o exame já que afasta a possibilidade de cancelamento da prova em todo o país, hipótese defendida pelo Ministério Público.

Desde que se constatou o vazamento das questões, o MEC passou a defender que fossem canceladas apenas as provas dos alunos do Colégio Christus, que teriam uma nova oportunidade de fazer o Enem no fim de novembro. “O Ministério da Educação e o Inep entendem que a arguição proposta de cancelar as provas, unicamente dos alunos do Christus ou até do complexo educacional da instituição, tem um caráter pedagógico e restabelece a isonomia, uma vez que somente aqueles alunos tiveram uma vantagem no tempo dedicado à resolução das 180 questões aplicadas", diz a nota.

Edição: Lana Cristina

MEC admite que alunos tiveram acesso a 9 questões antes do Enem

O Ministério da Educação disse que o simulado de um colégio em Fortaleza (CE) apresentou nove questões idênticas às do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) duas semanas antes da realização da prova, aplicada neste fim de semana em todo o país.

Quatorze questões foram divulgadas em um perfil do Facebook na noite desta terça-feira (25). Segundo o MEC, uma questão é "similar" e quatro não são parecidas.

A Polícia Federal foi acionada para investigar o caso. Dependendo da investigação, só os 630 estudantes do colégio Christus, que tem várias unidades na capital do Ceará, poderão ter de refazer o Enem em novembro.

O diretor do colégio, Davi Rocha, disse que ficou surpreso com a repercussão do caso. Ele disse que ainda apura o que ocorreu e que o simulado é realizado por uma rede de colaboradores.

O Ministério Público Federal no Ceará informou que pretende pedir o cancelamento da prova. Segundo o procurador Oscar Costa Filho, o MEC (Ministério da Educação) e o Inep (instituto responsável pelo Enem) serão notificados. Caso o pedido não seja aceito, tentará suspender o exame na Justiça.

HISTÓRICO

As provas do Enem registraram problemas nos dois últimos anos. Em 2010, a prova amarela teve questões embaralhadas, o que fez com que alguns estudantes marcassem as respostas no campo errado.

Já na edição do Enem de 2009, exemplares da prova foram roubados. A fraude adiou a realização do exame, que acabou marcado por abstenção recorde e erro no gabarito oficial. Quatro dos cinco envolvidos no vazamento foram condenados pela Justiça Federal.

Neste ano, cerca de 1.100 candidatos foram informados por telefone que o local da prova indicado no cartão de confirmação de inscrição estava errado.

Segundo o Inep, o problema atingiu apenas candidatos do Rio e consistiu na digitação errada do número do prédio. Os cartões indicaram o prédio da reitoria da Unirio, cerca de 200 metros de distância do prédio onde ocorreu a prova.

FELIPE LUCHETE DE SÃO PAULO - UOL

Procuradoria pedirá suspensão do Enem 2011 por suposto vazamento

O Ministério Público Federal no Ceará pedirá o cancelamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) após indícios de que estudantes de Fortaleza tiveram acesso a questões antes da prova. A prova foi realizada no último fim de semana.

Segundo o procurador Oscar Costa Filho, um simulado de uma escola da cidade continha 13 questões idênticas às do exame realizado neste fim de semana em todo o país. Ainda segundo ele, o simulado foi impresso antes da realização do Enem.

Os indícios de vazamento das questões começaram a circular em redes sociais na noite desta terça-feira (25). Mais de 5 milhões de candidatos se inscreveram no Enem.

O procurador disse que notificará o MEC (Ministério da Educação) e o Inep (instituto do governo federal responsável pelo Enem). Caso o pedido não seja aceito, tentará suspender o exame na Justiça.

O MEC declarou, via assessoria de imprensa, que acionou na manhã desta quarta-feira a Polícia Federal para investigar o caso.

A prova do Enem é usada para a classificação dos candidatos no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que oferecerá ao menos 87 mil vagas nas universidades federais para o próximo ano.

HISTÓRICO

As provas do Enem registraram problemas nos dois últimos anos. Em 2010, a prova amarela teve questões embaralhadas, o que fez com que alguns estudantes marcassem as respostas no campo errado.

Já na edição do Enem de 2009, exemplares da prova foram roubados. A fraude adiou a realização do exame, que acabou marcado por abstenção recorde e erro no gabarito oficial. Quatro dos cinco envolvidos no vazamento foram condenados pela Justiça Federal.

Neste ano, cerca de 1.100 candidatos foram informados por telefone que o local da prova indicado no cartão de confirmação de inscrição estava errado.

Segundo o Inep, o problema atingiu apenas candidatos do Rio e consistiu na digitação errada do número do prédio onde será feita a prova. Os cartões indicaram o prédio da reitoria da Unirio, cerca de 200 metros de distância do prédio onde ocorreu a prova.

FELIPE LUCHETE DE SÃO PAULO – UOL Educação

Veja os cadernos de prova do Enem 2011


O Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) acaba de divulgar os cadernos de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011. As provas foram realizadas no sábado (22) e no domingo (23).

Veja os cadernos de prova do Enem 2011

Primeiro dia Segundo dia

Azul

Amarelo


Amarelo

Cinza


Branco

Azul


Rosa

Rosa


Os professores do Curso e Colégio Objetivo fizeram a correção online comentada do segundo dia de provas do Enem. No mesmo link, você pode conferir as respostas das questões do primeiro dia:

CONFIRA A CORREÇÃO ONLINE

REVEJA A COBERTURA COMPLETA DO ENEM 2011

PARA PROFESSORES, CANDIDATOS TIVERAM POUCO TEMPO PARA RESPONDER AS QUESTÕES

Como foram as provas

Candidatos ouvidos pelo UOL Educação relataram que o primeiro dia de provas do Enem foi tranquilo, porém cansativo. Para alguns, as questões do exame deste ano estavam bem mais complicadas e com uma quantidade de textos maior em relação aos anos anteriores. No segundo dia de prova, a grande "vilã" apontada pelos candidatos foi matemática. A redação, com o tema "Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado", foi elogiada pelos estudantes.

O estudante de Curitiba Cleverson Adriano de Souza, 18, considerou o segundo dia "mais fácil". "Gosto de matemática. E a redação teve um tema da atualidade [redes sociais]", diz. Perguntado se achou o tema fácil, ele respondeu: "Ah! Sou jovem, né? tem que estar por dentro", afirmou.

Em São Paulo, Flavio Nogueira, 27, disse que as questões de exatas estavam "bem mais complicadas". "Português foi mais fácil. A redação falava de internet, achei um tema fácil de elaborar, é uma situação do nosso cotidiano", afirmou.

Quem também achou a prova de matemática difícil foi Kaique Romão, 17. "Além de compreender o texto, você tinha que fazer conta também". Para ele, o mais fácil foi responder as questões de inglês: "Dava para entender mais e os textos eram um pouco menores".

Everaldo Mece da Silva, 25, fez o Enem em 2008 e achou a prova diferente e bem mais difícil. "Foi muito cansativo, no final já estava louco. Antes era mais curta".

Redação

O jornal O Globo, em seu site, divulgou o tema da redação do Enem 2011 ("Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado") às 13h59 - a reportagem do UOL visualizou a matéria pela primeira vez às 14h34. Os primeiros candidatos só poderiam começar a sair dos locais de prova às 15h.

Questionado, o MEC (MInistério da Educação) confirmou o tema. Segundo a pasta, isso não configura quebra de sigilo da prova, uma vez que o tema foi divulgado depois de o início da mesma. Para o MEC, o fato não configura falha na segurança.

Para Maria Aparecida Custódio, professora do laboratório de redação do Colégio Objetivo, o tema da prova de redação do Enem teve bastante identificação com o público jovem. Segundo ela, os candidatos tiveram facilidade para discorrer sobre o assunto deste ano: "Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado".

Problemas de segurança

Esta edição do Enem 2011 teve problemas pontuais, principalmente de segurança. No sábado, um repórter do jornal "O Estado de São Paulo" foi convocado em frente a um local de provas na capital paulista para ser fiscal, mesmo com a presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, tendo prometido que os ficais seriam exaustivamente treinados.

Além disso, um fotógrafo trabalhando para UOL conseguiu tirar fotos de dentro de sala de aula, o que era proibido pelo MEC. Os fiscais não o interromperam em momento algum e o profissional estava devidamente identificado.

Houve, também, casos de alunos que foram retirados de sala por estarem tuitando: oito no sábado, três neste domingo.

Fonte – UOL Educação

ENEM 2011

Com 5,4 milhões de inscritos (o maior número da história), as provas da edição 2011 do Enem começam hoje e valerão na seleção de mais de 260 mil vagas no ensino superior no ano que vem.

O Enem é utilizado em processos seletivos de universidades federais. De acordo com levantamento feito pela Folha, a prova será considerada na seleção de ao menos 105 mil universitários.

As instituições federais usam a prova de diferentes modos: como única forma de seleção ou mecanismo complementar ao vestibular.

Nesse número não estão consideradas as vagas disponíveis nos institutos federais, que oferecem formação superior tecnológica, que também utilizam a prova. O Ministério da Educação ainda não tabulou esses dados.

A avaliação também escolhe os bolsistas em instituições privadas via Prouni.

Considerando as últimas edições do programa, deverão estar disponíveis no primeiro semestre do ano que vem cerca de 160 mil bolsas -quantidade aproximada de 2010 e deste ano.

Somando as vagas nas universidades federais e no Prouni, significa que o Enem influenciará em ao menos 10% dos novos postos a serem oferecidos no ensino superior do país em 2012.

Na tentativa de reduzir problemas no exame, o Inep (instituto do MEC que aplica o Enem) contratou empresa de gerenciamento e avaliação de risco, que acompanhou processos como a logística de distribuição das provas.

O Inmetro também foi contratado para acompanhar a impressão e a distribuição dos cadernos de provas. Mesmo com o novo aparato, o Inep alterou dez locais de prova que estavam sem condições de uso.

Fonte – Folha.com

Enem acaba hoje com prova de linguagens, matemática e redação

Os cerca de 5 milhões de alunos que participam hoje do segundo dia de exame do Enem devem ficar atentos às exigências feitas para a redação. Fugir do padrão significa zerar nesse quesito.

O texto dissertativo deve ter entre 7 e 30 linhas. Não abordar o tema proposto leva à anulação dessa prova. Os candidatos devem chegar às 12h ao local de prova, pois os portões serão fechados às 13h.

Neste domingo serão cinco horas e meia para resolver 90 questões de matemática e linguagens, além da redação.

O estudante deve levar documento de identidade original e caneta esferográfica de cor preta. A recomendação do Inep (instituto do MEC que aplica o Enem) é que o estudante chegue às 12h no local da prova, horário em que as portas são abertas.

Se utilizados pelos candidatos, os trechos de textos das questões objetivas não entrarão no cômputo de linhas nem serão considerados na correção da redação. Desenhos também serão descartados e podem levar à anulação da redação.

Nos últimos anos, educadores e estudantes têm criticado o sistema de correção dos textos. Nesta edição, o Inep (instituto que aplica o exame) alterou o processo.

Antes, cada redação era corrigida por dois avaliadores. Uma terceira avaliação só era feita se as notas tivessem mais de 500 pontos de diferença, numa escala de 0 a 1.000. Agora, a correção extra será feita a partir de 300 pontos de discrepância.

Na prova objetiva, o estudante deve manter a opção feita na inscrição em relação à língua estrangeira -se optou por inglês, não poderá mudar para espanhol hoje.

Fonte – Folha.com

Pretensões políticas de Haddad dependem do sucesso do Enem 2011, dizem especialistas

Pretensões políticas de Fernando Haddad estão em jogo com Enem, dizem especialistas

Além da consolidação do modelo atual do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o futuro político do ministro Fernando Haddad (PT) também está em jogo neste final de semana. Especialistas ouvidos pelo UOL afirmam que eventuais problemas nesta edição, como os que aconteceram nas últimas duas edições, podem minar as chances de ele se tornar candidato à Prefeitura de São Paulo.

“Algum outro desastre no Enem neste ano seria como se fosse o beijo da morte para o ministro”, afirma David Fleischer, professor do Departamento de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília). “Se ele for candidato, tem que torcer para o Enem dar certo.”

Segundo Milton Lahuerta, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), o Enem é o “telhado de vidro” de Haddad em uma eventual campanha. “De jeito nenhum será um tema confortável. O que aconteceu [erros nas provas anteriores] já é suficientemente complexo”, diz.

As edições de 2010 e 2009 foram marcadas por uma série de problemas. No ano passado, as folhas de resposta vieram com cabeçalhos trocados e alguns cadernos de prova vieram com deficiências de impressão. Em 2009, a prova vazou e foi necessário adiar a data de aplicação.

Fortalecimento

Por outro lado, afrima Fleischer, um Enem sem percalços pode facilitar a vida do ministro em uma possível campanha. “Se o Enem for bem sucedido, fortalece a candidatura dele”, diz. De acordo com o pesquisador, isso pode gerar um ciclo de boas notícias e de publicidade positiva.

Lahuerta lembra, no entanto, que, mesmo com tudo dando certo neste ano, o tema deve voltar à baila no período eleitoral. “Eleição, campanha eleitoral, é algo que não passa só sob racionalidade. Essa questão [Enem] poderá ganhar maior ou menor impacto. Mas não é um bom portfólio duas edições desastradas”, afirma.

Consultado, o ministro Fernando Haddad disse, por meio de sua assessoria, que não iria se pronunciar.

Rafael Targino Em São Paulo - UOL Educação

Meio milhão vão fazer Enem em busca do diploma do ensino médio

Número de interessados cresce a cada ano:

Parte dos 5,3 milhões de candidatos que farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no final de semana não tem como principal objetivo conseguir uma vaga em universidade pública ou uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). Cerca de 545 mil participantes declararam na ficha de inscrição que estão em busca do certificado de conclusão do ensino médio, que pode ser obtido sem que a etapa tenha sido concluída a partir do desempenho na prova.

Desde 2009, participantes maiores de 18 anos que por algum motivo não tenham concluído a educação básica na idade esperada podem conseguir o diploma de ensino médio por meio do Enem. O número de interessados cresce a cada ano: em 2009, 197 mil candidatos fizeram o Enem com o objetivo de obter a certificação. Em 2010, o número saltou para 539 mil. O documento é expedido pelas secretarias de educação e institutos federais.

O aluno pode pedir o certificado de conclusão por disciplina ou de toda a etapa. Para isso, precisa atingir notas mínimas que são estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC). Em 2009, apenas 69 mil atingiram a nota exigida e conseguiram o certificado. Em 2010, 110 mil foram declarados aptos.

A copeira Pâmela Miranda, 28 anos, espera adiantar os estudos por meio do Enem. Ela é aluna do ensino médio no Centro de Estudos Supletivos da Asa Sul (Cesas), que oferece educação de jovens e adultos em Brasília. “A gente economiza tempo assim e o que sobra podemos estudar para passar em um concurso. Esse é o meu objetivo”, conta a estudante. Ela aproveita as aulas para tirar dúvidas com os professores sobre a prova e quando sobra tempo estuda em casa.

Lílian de Jesus dos Santos, 32 anos, usa o sábado e o domingo para estudar para o Enem, já que durante a semana trabalha como doméstica. Grávida de sete meses do seu primeiro filho, ela espera que com o diploma do ensino médio possa tentar uma vaga em um curso técnico na área de nutrição. “Estudar à noite é puxado. Mas quando você tem um objetivo você não desiste”, diz.

Ela está dando atenção especial à preparação para a redação, temida pela maioria dos candidatos. “É prioridade porque vale mais pontos”, explica.

Estelita Nascimento, 42 anos, conta com a ajuda do filho que é estudante de sociologia na Universidade de Brasília (UnB) para se preparar para o Enem. “Estou estudando pelas provas que ele já fez. Foi ele quem fez a minha inscrição e puxa minha orelha para eu estudar”, conta. Depois de concluir o ensino médio, ela quer cursar enfermagem.
As provas do Enem serão aplicadas neste fim de semana em 40 mil locais de prova, às 13h (horário de Brasília). No sábado, as provas serão de ciências humanas e da natureza. Já no domingo, os candidatos responderão a questões de matemática e língua portuguesa, além da redação.

Mais de 4,6 mil estudantes tiveram locais de prova do Enem alterados

O MEC (Ministério da Educação) confirmou nesta quarta-feira (19) que 4.606 alunos tiveram os locais de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 alterados. Veja a relação:

Número de alunos com locais de prova alterados

Manaus (AM) 1.456

Humaitá (AM) 388

Além Paraíba (MG) 334

Cametá (PA) 224

Paranóa (DF) 512

São Gonçalo do Amarante (CE) 80

Fortaleza (CE) 492

Rio de Janeiro (RJ) 1.120

Total 4.606

O ministério afirmou que, a princípio, não há nenhuma outra área crítica, mas que, se for necessário, poderá haver outras alterações até o dia da prova.

De acordo com o MEC, todos foram avisados das mudanças por telefone, e-mail e mensagem de texto. No dia da prova os locais terão faixas, cartazes e fiscais informando o endereço correto. Se for preciso, o órgão oferecerá transporte gratuito para esses candidatos. No dia da prova os locais terão faixas, cartazes e fiscais informando o endereço correto. Se for preciso, o órgão oferecerá transporte gratuito para esses candidatos.

No Rio de Janeiro, 1.027 candidatos receberam o cartão de confirmação com o endereço errado. Os dois endereços, o certo e o errado, ficam dentro da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Os candidatos receberam o cartão com o endereço da Reitoria (av. Pasteur, 296, Urca), quando o correto era o endereço do Centro de Letras e Artes (av. Pasteur, 436, Urca).

Os estragos provocados pelas chuvas são apontados como o motivo do realocamento dos candidatos das quatro escolas do Amazonas. O barulho provocado por um festival de motociclismo causou a mudança em Além Paraíba, Minas Gerais. A festa do padroeiro da cidade de Cametá, no Pará, ocasionou a transferência de candidatos para outras localidades.
No Distrito Federal, os estudantes foram transferidos da zona rural para a zona urbana por conta de dificuldades com o transporte público. Em Fortaleza, problemas com as salas de aula impediram a realização do exame no local de prova indicado primeiramente para os alunos.

Prova

Mais de 5 milhões de candidatos estão inscritos no exame. Ao UOL Educação, o ministro Fernando Haddad disse que o Enem está cercado “do que há de melhor na inteligência do país”, na tentativa de evitar as trapalhadas das duas últimas edições, que incluem o vazamento de 2009 e os erros de impressão de 2010. Nesse ano, um grupo de alunos precisou refazer o exame após receberem cadernos de testes com questões faltantes e repetidas.

Fonte – UOL Educação

São Paulo lidera consolidação do Enem

Dos 5,3 milhões de inscritos, 901 mil são de São Paulo e 335 mil do Rio

Antes encarado como uma prova que não era bem um vestibular, o Enem se consolidou como uma prova que tem suas dificuldades - mas, principalmente, particularidades. Se em São Paulo, onde ainda não é usado como seleção para as principais universidade estaduais (USP, Unicamp e Unesp), a preocupação já é grande em desvendar a prova, no Rio de Janeiro essa atenção cresceu consideravelmente neste ano.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aderiu ao exame como forma de seleção, causando estranheza entre estudantes. "Preferia o vestibular tradicional da federal, media mais a qualidade. Acho a prova do Enem muito estranha", diz Wallace Pappacena, de 18 anos, que quer cursar Direito na UFRJ.

O coordenador do cursinho Miguel Couto, do Rio, Antonio Bottino, avalia que a preocupação entre os estudantes cariocas é que agora a concorrência ficou ainda maior. "No Rio, cada prova tinha uma característica, e havia um perfil restrito de candidatos. Agora, com o Enem, a concorrência é com Brasil inteiro."

De acordo com ele, o cursinho reforçou o foco no Enem. Dos 5,3 milhões de inscritos. 335 mil são do Rio. O maior número de inscrições está em São Paulo: 901 mil.

Paulo Saldaña - O Estado de S. Paulo